Esfera Federal

Arrecadação do Governo Federal

Tributos arrecadados pela Receita Federal: IRPF, IRPJ, COFINS, PIS, CSLL, IPI, IOF, Imposto de Importação e Contribuição Previdenciária. Representam 76% de toda a carga tributária.

Arrecadação total R$ 5.719,4 bi
% do nacional 76,7%
Variação anual +8,2%
Tributos administrados 12

Composição das receitas federais

Dados do SICONFI (Tesouro Nacional), exercício 2025, 6º bimestre

Contribuições R$ 1.487,9 bi
37,7%
Impostos R$ 1.136,7 bi
28,8%
Receitas de Capital R$ 960,8 bi
24,4%
Receita Patrimonial R$ 228,6 bi
5,8%
Receita de Serviços R$ 62,5 bi
1,6%
Outras Receitas R$ 33,7 bi
0,9%
Contribuições R$ 24,1 bi
0,6%
Taxas R$ 9,8 bi
0,2%
Outras Receitas R$ 245 mi
0%
Receita de Serviços R$ 117 mi
0%
Receita Patrimonial R$ 17 mi
0%
Impostos R$ 11 mi
0%
Taxas R$ 2 mi
0%

Arrecadação por tributo (RFB)

Dados da Receita Federal do Brasil, 12 tributos administrados em 2025

IRRF R$ 501,1 bi
17,8%
14,2%
CPSSS R$ 341,4 bi
12,1%
IRPJ R$ 326,1 bi
11,6%
Pis/Pasep R$ 245,3 bi
8,7%
Cofins R$ 240,7 bi
8,5%
CSLL R$ 160,7 bi
5,7%
II R$ 90,8 bi
3,2%
3,2%
IPI R$ 86,6 bi
3,1%
IOF R$ 85,4 bi
3%
IRPF R$ 77,2 bi
2,7%

Evolução anual da arrecadação federal

Arrecadação total RFB por ano (2020–2025)

R$ 1.356,3 bi
2020
R$ 1.744,8 bi
2021 +28,6%
R$ 2.141,1 bi
2022 +22,7%
R$ 2.293,9 bi
2023 +7,1%
R$ 2.608,8 bi
2024 +13,7%
R$ 2.822,7 bi
2025 +8,2%

A União ficou com o bolo inteiro

Como o governo federal acabou concentrando 76% de tudo que se arrecada no Brasil

A Constituição de 1988 deu à União os tributos com as maiores bases de incidência: renda das pessoas (IRPF, IRRF), lucro das empresas (IRPJ, CSLL), faturamento (COFINS, PIS) e folha de pagamento (Contribuição Previdenciária). Não é coincidência que o governo federal arrecade mais que estados e municípios somados. A estrutura tributária foi desenhada assim.

A Contribuição Previdenciária é o melhor exemplo dessa concentração. Todo empregador recolhe 20% sobre a folha de salários, e o trabalhador paga entre 7,5% e 14%. Esse dinheiro financia exclusivamente o INSS, que paga mais de 35 milhões de benefícios por mês. É a maior despesa do governo federal e a principal razão pela qual a arrecadação precisa ser tão alta.

Outro pilar da arrecadação é o IRRF. Todo mês, antes de o salário cair na sua conta, uma parcela já foi retida na fonte. Bancos retêm sobre rendimentos de investimentos, empresas retêm sobre pagamentos a prestadores, e cartórios retêm sobre aluguéis. Essa coleta distribuída torna o IRRF o tributo com maior capilaridade do sistema.

A concentração tem um efeito colateral: estados e municípios ficam dependentes de transferências. Parte do IR e do IPI é redistribuída via FPE e FPM, mas o poder de decisão sobre alíquotas e bases permanece com a União. Na prática, o governo federal define quanto o país arrecada e como essa arrecadação se distribui.

Perguntas frequentes

Quais são os principais tributos federais?

Os maiores por arrecadação são: IRRF (Imposto de Renda Retido na Fonte), Contribuição Previdenciária, COFINS, IRPJ (sobre lucro de empresas), CSLL e PIS/PASEP. Juntos, representam mais de 90% da arrecadação federal.

Quanto o governo federal arrecada por ano?

Em 2025, a arrecadação federal total ultrapassou R$ 5,7 trilhões, incluindo receitas correntes e de capital. Desse total, impostos e contribuições sociais representam a maior parte.

Para onde vai a arrecadação federal?

A maior parte financia a Previdência Social (aposentadorias e pensões), seguida por saúde (SUS), educação, defesa, transferências a estados e municípios (FPE e FPM) e serviço da dívida pública.

A reforma tributária muda os tributos federais?

Sim. A EC 132/2023 substitui PIS e COFINS pelo CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e o IPI por um Imposto Seletivo. A transição começa em 2026 e vai até 2033.