Para onde vai cada real
dos seus impostos

O governo federal arrecadou R$ 2.822,7 bi em 2025 através de 12 tributos principais. Conheça cada um, quem paga e o que financia.

Lista de tributos federais por arrecadação

IRRF 17,8%

Imposto de Renda Retido na Fonte

R$ 501,1 bi

O IRRF é descontado diretamente na fonte pagadora, ou seja, antes de o dinheiro chegar à sua conta. ...

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CP 14,2%

Contribuição Previdenciária

R$ 400,1 bi

A Contribuição Previdenciária financia a aposentadoria, pensões e benefícios do INSS. É paga por tra...

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IRPJ 11,6%

Imposto de Renda Pessoa Jurídica

R$ 326,1 bi

O IRPJ incide sobre o lucro das empresas brasileiras. É um dos principais tributos corporativos e va...

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PIS/PASEP 8,7%

Programa de Integração Social

R$ 245,3 bi

O PIS/PASEP incide sobre o faturamento das empresas e financia o seguro-desemprego, o abono salarial...

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COFINS 8,5%

Contribuição para Financiamento da Seguridade Social

R$ 240,7 bi

A COFINS incide sobre o faturamento das empresas e financia a seguridade social, que inclui saúde (S...

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CSLL 5,7%

Contribuição Social sobre Lucro Líquido

R$ 160,7 bi

A CSLL incide sobre o lucro das empresas e financia exclusivamente a seguridade social. Funciona com...

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II 3,2%

Imposto sobre Importação

R$ 90,8 bi

O Imposto sobre Importação incide sobre produtos estrangeiros que entram no país. Além de arrecadar,...

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Não RFB 3,2%

Receitas Não Administradas pela RFB

R$ 90,6 bi

São receitas federais arrecadadas por outros órgãos, como royalties de petróleo (ANP), concessões (A...

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IPI 3,1%

Imposto sobre Produtos Industrializados

R$ 86,6 bi

O IPI incide sobre produtos industrializados nacionais e importados. As alíquotas variam conforme o ...

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IOF 3%

Imposto sobre Operações Financeiras

R$ 85,4 bi

O IOF incide sobre operações de crédito, câmbio, seguro e títulos mobiliários. É cobrado em emprésti...

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IRPF 2,7%

Imposto de Renda Pessoa Física

R$ 77,2 bi

O IRPF é o imposto que incide sobre a renda e os ganhos dos cidadãos brasileiros. As alíquotas são p...

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Outras 1,6%

Outras Receitas Administradas pela RFB

R$ 45,5 bi

Inclui multas, juros de mora, receitas de parcelamentos (como o Refis) e outras receitas sob adminis...

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Como funciona a arrecadação federal

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Quem arrecada

A Receita Federal do Brasil (RFB) administra a maioria dos tributos. Outros órgãos, como ANP e ANATEL, arrecadam royalties e concessões separadamente.

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Para onde vai

A arrecadação financia saúde (SUS), educação, previdência (INSS), infraestrutura e programas sociais. Parte é repartida com estados e municípios via FPE e FPM.

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Reforma tributária

A EC 132/2023 vai unificar PIS, COFINS, IPI, ICMS e ISS em dois novos tributos (CBS e IBS). A transição vai de 2026 a 2033.

Três tributos concentram metade da receita

A lógica por trás da arrecadação federal e o que muda com a reforma

O IRRF, a Contribuição Previdenciária e o IRPJ juntos respondem por mais da metade de tudo que o governo federal arrecada. Isso não é coincidência: renda do trabalho e lucro das empresas são as maiores bases tributárias do país. Quem trabalha com carteira assinada ou tem uma empresa sente o peso desses três tributos diretamente no contracheque ou no balanço.

Já a COFINS e o PIS/PASEP funcionam de forma diferente. Eles incidem sobre o faturamento das empresas, mas na prática são repassados ao preço dos produtos. O consumidor final paga sem perceber. Esse modelo torna o sistema tributário brasileiro regressivo: famílias de menor renda gastam proporcionalmente mais com impostos embutidos no consumo do que famílias ricas.

A Reforma Tributária (EC 132/2023) ataca exatamente esse ponto. PIS, COFINS e IPI serão unificados na CBS, um tributo único sobre consumo administrado pela União. A transição começou em 2026 com alíquota-teste de 1% e vai até 2033. A ideia é simplificar a cobrança e deixar claro para o cidadão quanto de imposto está pagando em cada compra.

Um caso à parte é o IOF. Diferente de todos os outros tributos, ele pode ser alterado por decreto presidencial, sem passar pelo Congresso. Isso o transforma em ferramenta de política econômica: quando o governo quer frear o crédito ou levantar receita rapidamente, basta aumentar o IOF.

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre imposto, taxa e contribuição?

Imposto é cobrado sem contraprestação direta (IR, IPI). Taxa remunera um serviço público específico (taxa de fiscalização). Contribuição financia uma finalidade definida, como a Previdência Social ou o PIS, que custeia o seguro-desemprego e o abono salarial.

Qual tributo federal arrecada mais no Brasil?

O Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) é o maior em arrecadação, seguido pela Contribuição Previdenciária e pelo IRPJ. Juntos, esses três respondem por mais da metade da receita federal.

O que muda com a reforma tributária nos tributos federais?

PIS, COFINS e IPI serão unificados na CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), um tributo único sobre consumo. A transição começou em 2026 com alíquota-teste e vai até 2033. IR e contribuições previdenciárias não são afetados pela reforma.

Por que o sistema tributário brasileiro é considerado regressivo?

Porque tributos sobre consumo (COFINS, PIS, IPI) são embutidos no preço dos produtos e pesam proporcionalmente mais no orçamento de famílias de menor renda. Quem ganha menos gasta um percentual maior da renda em impostos indiretos.

O IOF pode ser alterado sem aprovação do Congresso?

Sim. O IOF é um dos poucos tributos que pode ser alterado por decreto presidencial, sem necessidade de lei aprovada pelo Congresso. Isso o torna uma ferramenta de política econômica usada para regular crédito, câmbio e seguros.